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ARQUIVO DE ARTIGOS DE OPINIÃO

 

 

 

Poderes do Árbitro

Artigo da Semana de 1 a 7 de Outubro
Publicado em colaboração com o blogue Apito de Lata



Por José Guerra
joseguerra.oarbitro.com

 

Aproveitando a remodelação da minha página na Internet, assim como a colaboração que encetei com o Blog “Apito de Lata”, do árbitro Luiz Godinho de Borba, que tive o prazer de conhecer pessoalmente há dias e do qual fiquei com as melhores impressões, deixo aqui o primeiro artigo da nova secção Artigos de opinião deste site.

A partir de agora, todas as semanas, em combinação com o Luiz Godinho  publicarei aqui um artigo, se possível mais ou menos a condizer com o que vi ou foi dito na imprensa dos árbitros e dos seus desempenhos nos grandes jogos do fim-de-semana.

Dei a conhecer ao Luiz o meu pequeno álbum com artigos escritos na imprensa desde 1940 até hoje 2008 – 68 anos, onde estão aproximadamente 60 a 70 mil páginas, entre elas, alguns artigos fabulosos escritos por grandes árbitros, seus dirigentes e jornalistas, do melhor que havia nas décadas de 40-50-60-70-80.

Foi indo ao fundo do álbum que, para iniciar esta semana, tinha já escolhido os dois artigos apresentados em baixo, fabulosos, para desejar boa sorte a todos os árbitros do meu conselho, e não só, e que este fim-de-semana vão iniciar os campeonatos regionais.

Para os mais novos, e não só, deverão ler com atenção para ficarem a saber que as leis que vão aplicar já estavam feitas, ainda eu não tinha nascido e já tenho 72 anos. Não foram os dirigentes de agora, como podereis verificar nos artigos, mas sim os dirigentes de outrora, que não eram nada parvos … mesmo  sem electrónica.

Se o senhor F. C. Ribeiro dos Reis, o Senhor Gameiro Pereira, o mestre Cândido de Oliveira e o colega Hermínio Soares - que ainda tive o prazer de ver actuar aqui na cidade de Évora e, se calhar de lhe chamar nomes - cá voltassem não acreditariam nestes acontecimentos.

A publicação destes dois artigos é um alerta e uma homenagem para que todos os árbitros e seus dirigentes não se esquecerem que Portugal era um país respeitado, em leis de arbitragem, por todo o mundo. Hoje a arbitragem de Portugal é pouco credível, conhecida pelo mundo fora pela negativa.

No passado Domingo, dia 28 de Setembro, com um Derbie Regional da 3ª divisão na cidade museu, entre o Juventude e o Lusitano, fui assistir com alguma preocupação porque sou contra estas nomeações. Estive também na de Reguengos – Lusitano de Évora, também para 3ª divisão e não me posso alongar mais, pois se o fizesse seria muito duro, por isso aguardemos melhores dias.

Julgo que os dirigentes da arbitragem devem saber que correm nos tribunais deste país ainda julgamentos do apito dourado. Os dirigentes tem o dever do bom senso, de os defender com unhas e dentes e não de atirá-los às feras. Ninguém acredita nestas nomeações.

Primeiro: Não estão em causa os árbitros que foram nomeados para os derbies de Reguengos nem de Évora. São homens com nove anos de arbitragem, estão na 3ª divisão com provas dadas como podiam estar na 2ª ou na 1ª ou em qualquer parte do mundo a dirigir um jogo. A bola é igual, o campo é igual, as leis são iguais em todo o mundo, portanto devia só haver um pouco de bom senso de quem manda. Aqui mandaram mal…

Segundo: Sobre o jogo que vi no Sanches de Miranda, com um trio de arbitragem que já tinha visto na 1ª jornada da 3ª divisão a minha apreciação é igual à que vi em Rio Maior. É um jovem, professor primário de formação, que não pode pensar que já sabe tudo. Tem que se aperfeiçoar bastante na dualidade de critérios.
As leis têm que ser iguais para os dois clubes.
Quanto ao lance polémico no jogo, no golo invalidado ao Juventude, ele é o juiz soberano sendo firme na sua decisão. Foi pena a sinalética, com o auxiliar do lado do peão, não bater certo. Quanto a mim foi a falha mais grave do lance. Eu não estou em condições de dar opinião, o delegado ao jogo dará o seu parecer, bom ou mau.

Foi um jogo igual ao do Reguengos – Lusitano, que tive o prazer de assistir, com uma correcção de alto nível feita por todos os intervenientes nas partidas.

A caneta que escreve a castigar os jogadores também tem que escrever àqueles que se portam bem. O capitão do Juventude foi de uma correcção extraordinária e ajudou-o bastante, junto ao banco do Juventude, aquando do polémico lance. Foi um grande capitão e só ele acalmou dirigentes, colegas e jogadores.
Se mencionou alguma coisa no boletim do jogo, muito bem. Se não mencionou nada, para mim fez mal.

José Guerra
 

 

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Última actualização: 14-03-2014