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ARQUIVO DE ARTIGOS DE OPINIÃO

 

 

 

Respostas

Artigo da Semana de 22 a 28 de Outubro
Publicado em colaboração com o blogue Apito de Lata



Por José Guerra
joseguerra.oarbitro.com

 

Vou iniciar as minhas respostas pelo meu amigo Pedro Mansinho, que teve a coragem de se identificar, já que os outros comentadores se apresentaram como anónimos.

Em primeiro lugar os meus agradecimentos pela sua crítica ao meu artigo. Não acreditei que ele fosse seu. Como nos conhecemos, sabe bem que eu tenho dois amores nestas andanças do desporto – a arbitragem e o meu Benavilense. Este último estava, em 2003, na Terceira Divisão Nacional, período no qual fui relações públicas e delegado aos jogos, fazendo diligências nos jogos para que os árbitros que visitaram a minha terra nunca tivessem problemas.

Reli várias vezes o seu comentário e não encontrei, na minha cabeça, sentido para aquela frase “Que mal fizeram os árbitros ao Sr. José Guerra?”. Mas vou tentar responder-lhe.

O mal que os árbitros me fizeram foi o seguinte:
Quando o árbitro, professor Gato, foi a Rio Maior, eu estava nas Caldas da Rainha, com a minha filha e os meus netos, e deixei-os para ir vê-lo actuar. Fiz 40 Km, o que a 20$00 cada totaliza 800$00 (não gosto de euros). Depois fui a Reguengos, ver o Ravasqueira no Reguengos-Lusitano o que totaliza, a 20$00 vezes 50Km, 1000$00.
Depois fui a Elvas ver o árbitro Belmonte tendo percorrido 200 Km, o que aos mesmos 20$00, são 4.000$00. Agora estou a aguardar que o Ravasqueira e o Belmonte vão ao Crato onde espero estar lá para vê-los.

Como vê, amigo Pedro, só um “parvalhão como eu é que faz isto pela arbitragem. Está esclarecido?

Pedro, não acredito que aquelas palavras sejam suas. Ou o computador não estava bom ou então estava a dar os biberões aos meninos enquanto escrevia. Haverá, de entre os seus quatro colegas que comentaram asperamente o meu artigo, algum que tenha gasto, alguma vez, algum cêntimo em prol da arbitragem eborense, sem qualquer interesse directo para eles?


 

Para o árbitro Joaquim Gato vou começar por lhe agradecer as elogiosas palavras que fez ao meu pequeno comentário, aquele que lhe fiz relativamente ao jogo Juventude-Lusitano, assim como ao jogo que apitou em Rio Maior a que tive o prazer de assistir e dar-lhe a minha opinião, naquela altura, acerca da sua actuação.

Considerou-me, no entanto, ignorante. Nos 207 jogos que realizei, desde 1965 até 1978, em todos os escalões nacionais (totalizando 310 horas, 18630 minutos, 1.030.400 segundos ou 1680 Km dentro de quase todos os campos deste país), muitos nomes e ofensas ferozes ouvi assim como aos meus familiares. Desculpei-lhes porque, com certeza, antes de ser árbitro fiz o mesmo, também lhes chamei alguns disparates, porque não há nenhum árbitro no mundo que não erre. Mas o termo que o senhor professor Gato escolheu e do qual me apelidou – ignorante – digo-lhe já que nunca ouvi. Tive sorte! Provavelmente os professores, na época, não iam à bola. Agora ambicionam ser Árbitros de futebol.

Sobre a observação que lhe fiz no jogo em Rio Maior, no caso da camisola, não lhe disse que o jogo não se poderia realizar. O que lhe disse é que o Guarda Redes não podia jogar com a camisola, igual à do árbitro. Um deles teria que mudar. Foi assim que aprendi (ver lei IV).


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Também quando exerci funções de director e relações públicas da Sociedade Recreativa Benavilense, na 3ª Divisão Nacional, sempre que era delegado ao jogo, ao entregar os cartões aos árbitros, levava sempre as três camisolas de guarda redes. A um colega de Lisboa, Nuno Afonso, levei-lhe as camisolas, entre elas uma preta, ao qual me respondeu de imediato “com esta não joga, eu é que vou de preto. No entanto se quiser jogar poderá fazê-lo ficando sujeito a uma multa de 25 a 50 contos”


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O senhor professor aqui “borrou as botas” porque, provavelmente, não sabia que tinha que pedir as camisolas aos delegados. Não sei se pediu ou não mas julgo que os delegados do Sintrense e do Rio Maior também não as deveriam ter levado. Não soube mas como não é ignorante não lhas pediu nem se apercebeu que o guarda redes esteve de preto durante 90 minutos. Isto não é ignorância, é esperteza!
Existem, certamente, muitos ignorantes neste mundo. No seu jogo estava lá pelo menos um. Ficamos por aqui…

Como só se apercebeu do facto quando eu lhe disse, no final do jogo, junto-lhe, para consulta na minha página, algumas fotocópias de alguns livros pelos quais estudei quando tirei o meu curso, onde já se referia que o guarda redes não pode jogar com camisola igual à do árbitro. Como vê, ainda o senhor não tinha nascido e já eu era ignorante tendo sido, talvez, com essa ignorância que cheguei à 1ª Divisão nacional. E o senhor? Chegará lá? Foi pena o jogo não ter delegado porque aí logo se veria.


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Sobre o jogo de Évora, sou a informá-lo que vou publicar na minha página as observações que fiz, no caso do comportamento do capitão do Juventude, que considerei impecável a todos os níveis. Com a devida vénia vou também colocar lá um artigo publicado no jornal “A Bola”, em 15 de Março de 2003, intitulado “O Capitão”, escrito pelo meu grande amigo Cruz dos Santos, padrinho da minha estreia na 1ª Divisão Nacional em jogo entre a Académica e o Guimarães realizado em 19 de Outubro de 1969. Nele são citados os deveres de todos os capitães de equipa deste país, de que forma se devem comportar.


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Como já referi algures, a última ao amigo Pedro Mansinho, tenho dois amores dentro do desporto – a arbitragem e o meu Benavilense – por isso este dia, o da minha estreia, nunca será esquecido, assim como o dia em que Cruz dos Santos publicou este artigo onde, no mesmo Jornal “A Bola” fez, na minha terra, uma entrevista aos meus colegas de direcção sobre a subida à 3ª Divisão do Benavilense. A estes dois momentos juntarei o do ignorante e irão comigo para o céu.


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Senhor professor, também lhe fiz uma nota sobre a necessidade do senhor se aperfeiçoar na dualidade de critérios. Deixo-lhe, para visita na minha página, um artigo que não via há 48 anos, mas que me esforcei por encontrar cá no meu pequeno “museu”. Estavam debaixo das 60.000 páginas que cá tenho. Mas valeu a pena encontrá-los.
Sublinhei algumas partes para o senhor professor Gato saber que o ignorante quando fala sabe o que diz.
Não ligue aos profetas da desgraça. Regule-se pela sua cabeça porque, de facto, ser árbitro de futebol é muito complicado.


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Convido-o ainda a visitar, no meu sítio Internet, a minha pequena biografia, no espaço Galeria, para que o Senhor possa mostrá-la aos seus alunos dizendo-lhes que, apesar de ignorante, fiz uma carreira da qual tenho muito orgulho e que muitos ficarão aquém.

Por hoje vou ficar por aqui. Para a semana há mais

José Guerra

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Última actualização: 14-03-2014