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APRESENTAÇÃO

 

"José Guerra plantou oliveiras, teve uma filha e concebeu um livro, mas não pretende ficar por aqui"

In A BOLA de 6/12/2002
 

José Violante Guerra, 67 anos, natural de Benavila, concelho de Avis, jogou futebol nos seus tempos de juventude, tendo passado pelo Benavilense e pelo Alferrarede (60-61) da 1ª Divisão Distrital de Santarém.

Em virtude de ter sido transferido para Évora, deixou de poder praticar futebol abandonado assim os campos inclusive como espectador. Porém surgiu um vazio, provocado até pela revolta e cansaço que sentia por ter chamado aos árbitros e gritado injúrias durante os seus 15 anos de carreira como futebolista. Foi então que a arbitragem falou mais alto. Em 1965, ao ter conhecimento, através de um jornal, da abertura de cursos para árbitros de futebol (Évora), resolveu inscrever-se e frequentá-lo desde a 1ª aula, considerando, ainda hoje, que foi a melhor decisão da sua vida, já que lhe proporcionou a coisa mais bela que teve a oportunidade de aprender.

Apaixonado por esta actividade, começou a sua carreira nesse mesmo ano como árbitro tendo sido o segundo árbitro do concelho de Aviz, a atingir os nacionais (década 60-70), sendo porém o único a estar presente em jogos da 1ª Divisão como fiscal de linha. Em 1978 arruma o apito mas a sua carreira não termina aqui.
Após 1978, com o Curso de Observador de Futebol, exerce por mais quatro épocas estas funções.

Hoje encontra-se reformado da Companhia União Fabril, onde trabalhou durante 36 anos, mas continua activo num leque de actividades que passam pelo trabalho com crianças, como motorista do CIIL-Centro Infantil Irene Lisboa em Évora, Director e Relações Públicas da Sociedade Recreativa Benavilense, e vão até ao seu fabuloso hobby de coleccionador de páginas de jornais sobre assuntos desportivos.

José Guerra tem apenas uma filha da qual tem três netos fantásticos, que constituem a sua principal fonte de inspiração para estas aventuras.

Após a morte da sua esposa, sentiu necessidade de ocupar os seus tempos livres, principalmente aqueles em que se encontra em casa.

Um dia, ao assistir a uma das muitas discussões futebolísticas num dos seus locais favoritos e de frequência diária, a colectividade Sport Lisboa e Évora, constatou que está no sangue das pessoas contrariar as realidades e que afinal muita coisa se encontra escrita e prova a verdade nestas situações.

Como é possuidor de artigos de jornais (quase 12.000) que colecciona desde 1940, e aos quais recorre com frequência para moderar estas discussões teimosas, lembrou-se de criar uma colectânea sobre o futebol, e em particular sobre a arbitragem. Este trabalho foi, no entanto, iniciado por capricho e com o objectivo de ficar para os seus netos, tendo, inclusive, no início sido feitos apenas os dois exemplares correspondentes ao número de netos que tem. Hoje entende-se a razão pela qual este capricho não ficou por aqui. O interesse foi de tal ordem que os seus primeiros trabalhos integram actualmente espólios como o do Museu do desporto em Lisboa, Museu Cândido de Oliveira em Fronteira, Museus da Câmara Municipal de Aviz e de Évora, assim como a Biblioteca da APAF, entidade pela qual foi distinguido com a oferta do Medalhão de Honra desta Associação.

José Guerra é hoje um homem feliz e com a noção de dever cumprido. Nunca mais parou e apresenta agora a sua última aventura, a  "Enciclopédia Euro'2004", sobre o Campeonato da Europa que este ano se realizou em Portugal. Consiste na recolha de toda a informação publicada entre 2 de Maio e 15 de Julho na imprensa e foi já apelidada por alguns órgãos de comunicação social como um trabalho hercúleo e de peso com quatro mil páginas, 28 quilos e 1,68 kms de papel. Distribuída por oito volumes, onde constam as notícias e comentários de jornalistas, dirigentes, comentadores e treinadores desde o dia 02 de Maio até 15 de Julho, período de duração do Euro 2004.

Também este último trabalho não foi feito com objectivos comerciais, mas sim como forma de ocupar os tempos livres, levando a horas e horas de trabalho simultâneo com prazer.

Para terminar, José Guerra faz questão de referir e agradecer a todos os que o tem apoiado, desde amigos e colegas, empresas e organizações, assim como, à comunicação social que tem ajudado a dar a conhecer e a reconhecer este seu esforço.

Visite uma pequena Galeria de Recordações de José Violante Guerra

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 



 

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Última actualização: 14-03-2014